Artigo Dr. Lucas Franco Pacheco a respeito de matéria publicada recentemente

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Artigo Dr. Lucas Franco Pacheco a respeito de matéria publicada recentemente com o nome A Homeopatia é uma farsa

É desinformação o que o professor expõe referente à Homeopatia no Jornal da USP .
As declarações de seu texto são claramente falsas. São comuns na Internet e mesmo em alguns artigos científicos este tipo de desinformação, mas é uma pena que tenha vindo de um professor livre-docente da USP. Basta um pouco de pesquisa para descobrir muitos estudos de alta qualidade que têm sido publicados em conceituadas revistas médicas e científicas, incluindo a Lancet, BMJ, Pediatrics, Pediatric Infectious Disease Journal, Chest e muitas outras. Embora algumas dessas mesmas revistas também tenham publicado pesquisas com resultados negativos para a homeopatia, há muito mais pesquisas que mostram um efeito positivo, ao invés de negativo.
O autor do texto publicado no jornal da USP logo no início se contradiz:
A ciência baseia-se na busca pela verdade, não em opiniões
Em seguida afirma:
A homeopatia é considerada pela grande maioria dos cientistas, uma pseudociência
Ou seja, ele num momento ele afirma que Ciência não se baseia em opiniões e, em seguida, se contradiz, defendendo que a homeopatia é pseudociência pois esta é a opinião da maioria dos cientistas.
Depois tenta justificar a impossibilidade do efeito do medicamento homeopático com base química na lei de Avogadro. Outro erro do autor, já que a Homeopatia sabidamente atua de forma frequencial, energética, e não química. Uma recente pesquisa realizada no respeitado Indian Institute of Technology, o Instituto Indiano de Tecnologia, confirmou a presença de “nanopartículas” das matérias-primas, mesmo em diluições extremamente altas. Pesquisadores demonstraram pela Microscopia de Transmissão Eletrônica (TEM), difração de elétrons e análise química por Inductively Coupled Plasma-Atomic Emission Spectroscopy (ICP-AES) ou Espectroscopia de Emissão Atômica-Plasma Indutivamente Acoplado, a presença de entidades físicas nestas diluições extremas (2). À luz desta pesquisa pode-se afirmar que o que o professor da USP diz ou sugere de que há “nada” em medicamentos homeopáticos, provavelmente ele está desinformado (precisa estudar um pouco mais sobre Homeopatia).
O professor livre-docente da USP também cita uma metanalise contra a homeopatia, mas omite no mínimo outras 8 metanalises favoráveis à homeopatia. Esta única metanalise com resultado desfavorável à homeopatia foi baseada em artigos que não respeitam os aspectos de individualidade e prescrição para a totalidade sintomática, fundamentais para se exercer a ciência homeopática (3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10).
Ele afirma que a ciência evolui constantemente, que cada livro lançado trás novos conhecimentos. Na verdade, se for assim, tudo o que praticamos hoje está errado já que amanhã será diferente. Esta medicina extremamente mutável em que valoriza o novo e despreza aquilo que é antigo, na verdade isto é comércio, é muitas vezes o mesmo medicamento com nova cara e também novos preços (mais caros), basta ler os estudos do Dr. Peter Gotzsche.

Tudo o que é verdadeiro é eterno. Por exemplo, a física evoluiu, mas as leis de Newton são válidas até hoje. A homeopatia evoluiu, mas suas leis são válidas até hoje.
—“Da Relutância em deixar as coisas como estão,
Do excessivo zelo pelo que é novo e
O desprezo por aquilo que é antigo,
Da preocupação de valorizar o conhecimento mais
Que a sabedoria,
A técnica mais que a arte e
A esperteza mais que o senso comum,
Do hábito de tratar pacientes como casos e
Da conduta terapêutica que é mais penosa do que
A própria doença,
Deus nos proteja!”
Sir Robert Hutchinson

O autor é geneticista, provavelmente conheça o Pesquisador Luc Montaigner.
Montagnier, que também é fundador e presidente da Fundação Mundial para Pesquisa e Prevenção da AIDS, afirmou:
Eu não posso dizer que a homeopatia está certa em tudo. O que posso dizer agora é que as altas diluições (usadas em homeopatia) estão certas. Altas diluições de algo são diferente de nada. Eles são estruturas de água que imitam as moléculas originais
Aqui, Montagnier está fazendo referência à sua pesquisa experimental que confirma uma das características controversas da medicina homeopática que utiliza doses de substâncias que são submetidas à diluição sequencial com agitação vigorosa entre cada diluição. Embora seja comum para cientistas modernos assumir que nenhuma das moléculas originais permaneçam na solução, a investigação de Montagnier (como outras de muitos dos seus colegas) verificou que os sinais electromagnéticos do medicamento original permanecem na água e tem dramáticos efeitos biológicos.
A nova pesquisa de Montagnier está investigando as ondas eletromagnéticas que, segundo ele, emanam do DNA altamente diluído de vários patógenos. Montagnier afirma:
O que descobrimos é que o DNA produz mudanças estruturais na água, que persistem em diluições muito altas, e que levam a sinais eletromagnéticos ressonantes que podemos medir. Nem todo DNA produz sinais que podemos detectar com o nosso dispositivo. Os sinais de alta intensidade são provenientes de DNA bacteriano e viral
Montagnier escreveu sobre suas descobertas em 2009 (12). Em seguida, em meados de 2010, ele falou em um encontro de prestígio, para colegas ganhadores do Prêmio Nobel, onde ele manifestou interesse sobre a homeopatia e as implicações deste sistema de medicina (13).

A nova pesquisa de Montagnier evoca memórias de uma das histórias mais sensacionais da ciência francesa, muitas vezes referida como o “caso Benveniste”.

Um imunologista altamente respeitado Dr. Jacques Benveniste, que morreu em 2004, conduziu um estudo que foi replicado em três outros laboratórios universitários e publicado na revista Nature(14). Benveniste e outros pesquisadores usaram doses extremamente diluídas de substâncias que criaram um efeito sobre um tipo de glóbulo branco chamado basófilos.
Embora o trabalho de Benveniste tenha sido supostamente desmascarado (15), Montagnier considera Benveniste um “Galileu moderno” que estava muito à frente de seu tempo e que foi atacado por investigar um assunto médico e científico que a ortodoxia tinha erroneamente ignorado e até demonizado.
Além de Benveniste e Montagnier, é também a opinião de peso do doutor Brian Josephson, que, como Montagnier, é um cientista ganhador do Prêmio Nobel.
Respondendo a um artigo sobre homeopatia na revista New Scientist, Josephson escreveu:
“Quanto às suas observações sobre as alegações feitas pela homeopatia: críticas centradas em torno do número muito pequeno de moléculas de soluto presentes em uma solução, após ela ter sido repetidamente diluída, são irrelevantes, uma vez que os defensores dos medicamentos homeopáticos atribuem os seus efeitos, não a moléculas presentes na água, mas a alterações da estrutura da água.”, Josephson descreveu como muitos cientistas hoje sofrem de “descrença patológica”, isto é, sobre eles é colocada uma atitude não científica, que é incorporada pela ideia de que “mesmo se fosse verdade, eu não acreditaria.”
Na nova entrevista na revista Science, Montagnier também expressou preocupação real sobre a atmosfera não científica que atualmente existe em torno de certos assuntos não convencionais, como a homeopatia.
Disseram-me que algumas pessoas têm reproduzido os resultados de Benveniste, mas eles têm medo de publicá-los por causa do terror intelectual das pessoas que não os compreendem
Montagnier concluiu a entrevista quando perguntado se ele está preocupado que ele está à deriva em pseudociência, ele respondeu sem hesitação:
Não, porque não é pseudociência. Não é charlatanismo. Estes são fenômenos reais que merecem um estudo mais aprofundado

A maioria das pesquisas clínicas realizadas sobre os medicamentos homeopáticos publicada em revistas científicas têm mostrado resultados clínicos positivos (16 e 17), especialmente no tratamento de alergias respiratórias (18 e 19), gripe (20), fibromialgia (21 e 22), artrite reumatóide (23), diarreia infantil (24), de recuperação pós-cirúrgica de cirurgia abdominal (25), deficit de atenção (26) e redução dos efeitos secundários do tratamento do câncer convencionais (27).
Além de ensaios clínicos, várias centenas de estudos de pesquisa básica confirmaram a atividade biológica de medicamentos homeopáticos. Um tipo de estudos chamados de estudos in vitro, encontraram 67 experimentos (1/3 deles repetições), sendo que quase 3/4 de todas as repetições tiveram resultados positivos (28 e 29).
Em conclusão, deve notar-se que o ceticismo sobre qualquer assunto é importante para a evolução da ciência e na medicina. No entanto, como mencionado acima pelo Prêmio Nobel Brian Josephson, muitos cientistas têm uma “descrença patológica” em determinados assuntos e, finalmente, criam uma atitude não saudável e não científica que bloqueiam a verdade e a ciência reais. O ceticismo está no seu melhor papel quando seus defensores não tentam cortar pesquisas ou acabar com a conversa, mas sim explorar possíveis novas (ou velhas) formas de entender e verificar fenômenos estranhos, mas convincentes. Nós todos temos esse desafio quando exploramos e avaliamos os efeitos biológicos e clínicos dos medicamentos homeopáticos.
Autor: Prof. Dr. Lucas Franco Pacheco, Médico Homeopata com título da AMB e Professor de Saúde Coletiva da UNIVÁS.

Fonte: http://doutorlucashomeopatia.com.br/category/noticias/
Referências:
1- http://jornal.usp.br/artigos/a-homeopatia-e-uma-farsa-criminosa/
2- Chikramane PS, Suresh AK, Bellare JR, and Govind S. Extreme homeopathic dilutions retain starting materials: A nanoparticulate perspective. Homeopathy. Volume 99, Issue 4, October 2010, 231-242.
3- Mathie RT, Ramparsad N, Legg LA, Clausen J, Moss S, Davidson JR, Messow C-M, McConnachie A. Randomised, double-blind, placebocontrolled trials of non-individualised homeopathic treatment: systematic review and meta-analysis. Syst Rev. 2017;6:63.
4- Mathie RT, Van Wassenhoven M, Jacobs J, Oberbaum M, Frye J, Manchanda RK, Roniger H, Dantas F, Legg LA, Clausen J, Moss S, Davidson JR, Lloyd SM, Ford I, Fisher P. Model validity and risk of bias in randomised placebo-controlled trials of individualised homeopathic treatment. Complement Ther Med 2016;25:120-5.
5- Mathie RT, Van Wassenhoven M, Jacobs J, Oberbaum M, Roniger H, Frye J, Manchanda RK, Terzan L, Chaufferin G, Dantas F, Fisher P. Model validity of randomised placebo-controlled trials of individualised homeopathic treatment. Homeopathy 2015;104(3):164-9.
6- Mathie RT, Clausen J. Veterinary homeopathy: systematic review of medical conditions studied by randomised trials controlled by other than placebo. BMC Vet Res 2015;11:236.
7- Mathie RT, Clausen J. Veterinary homeopathy: systematic review of medical conditions studied by randomised placebo-controlled trials. Vet Rec. 2014;175(15):373-81.
8- Mathie RT, Lloyd SM, Legg LA, Clausen J, Moss S, Davidson JR, Ford I. Randomised placebo-controlled trials of individualised homeopathic treatment: systematic review and meta-analysis. Syst Rev. 2014; 3: 142.
9- Hahn RG. Homeopathy: meta-analyses of pooled clinical data. Forsch Komplementmed 2013;20:376-81.
10- Nuhn T, Lüdtke R, Geraedts M. Placebo effect sizes in homeopathic compared to conventional drugs – a systematic review of randomised controlled trials. Homeopathy 2010; 99(1): 76-82.
11- Enserink M, Newsmaker Interview: Luc Montagnier, French Nobelist Escapes “Intellectual Terror” to Pursue Radical Ideas in China. Science 24 December 2010: Vol. 330 no. 6012 p. 1732. DOI: 10.1126/science.330.6012.1732
12- Luc Montagnier, Jamal Aissa, Stéphane Ferris, Jean-Luc Montagnier, Claude Lavallee, Electromagnetic Signals Are Produced by Aqueous Nanostructures Derived from Bacterial DNA Sequences. Interdiscip Sci Comput Life Sci (2009) 1: 81-90.
13- (Nobel laureate gives homeopathy a boost. The Australian. July 5, 2010. http://www.theaustralian.com.au/news/health-science/nobel-laureate-gives-homeopathy-a-boost/story-e6frg8y6-1225887772305
14- (Davenas E, Beauvais F, Amara J, et al. (June 1988). “Human basophil degranulation triggered by very dilute antiserum against IgE”. Nature 333 (6176): 816-8
15- Maddox J (June 1988) “Can a Greek tragedy be avoided?”. Nature 333 (6176): 795-7
16- Linde L, Clausius N, Ramirez G, et al., “Are the Clinical Effects of Homoeopathy Placebo Effects? A Meta-analysis of Placebo-Controlled Trials,” Lancet, September 20, 1997, 350:834-843
17- Lüdtke R, Rutten ALB. The conclusions on the effectiveness of homeopathy highly depend on the set of analyzed trials. Journal of Clinical Epidemiology. October 2008. doi: 10.1016/j.jclinepi.2008.06/015.
18- Taylor, MA, Reilly, D, Llewellyn-Jones, RH, et al., Randomised controlled trial of homoeopathy versus placebo in perennial allergic rhinitis with overview of four trial Series, BMJ, August 19, 2000, 321:471-476.
19- Ullman, D, Frass, M. A Review of Homeopathic Research in the Treatment of Respiratory Allergies. Alternative Medicine Review. 2010:15,1:48-58. http://www.thorne.com/altmedrev/.fulltext/15/1/48.pdf
20- Vickers AJ. Homoeopathic Oscillococcinum for preventing and treating influenza and influenza-like syndromes. Cochrane Reviews. 2009
21- Bell IR, Lewis II DA, Brooks AJ, et al. Improved clinical status in fibromyalgia patients treated with individualized homeopathic remedies versus placebo, Rheumatology. 2004:1111-5
22- Fisher P, Greenwood A, Huskisson EC, et al., “Effect of Homoeopathic Treatment on Fibrositis (Primary Fibromyalgia, BMJ, 299(August 5, 1989):365-6
23- Jonas, WB, Linde, Klaus, and Ramirez, Gilbert, “Homeopathy and Rheumatic Disease,” Rheumatic Disease Clinics of North America, February 2000,1:117-123.
24- Jacobs J, Jonas WB, Jimenez-Perez M, Crothers D, Homeopathy for Childhood Diarrhea: Combined Results and Metaanalysis from Three Randomized, Controlled Clinical Trials, Pediatr Infect Dis J, 2003;22:229-34
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